domingo, 18 de novembro de 2012

ufologia


de tanto olhar pro mistério
é absorvido pelo encanto
canto
canto

ovni que antes, do alto, reluz
um mistério,
que agora o seduz,
abduz.

e o outro
sem medo se entrega
(sem regra, não nega)

observa pra entender
e passa a pertencer

se rende.

segunda-feira, 24 de setembro de 2012

Intitulável

 
Difícil descrever você, você que é a tradução do que eu sinto. Soneto do meu amor pra vida toda. Seu corpo é a métrica do poema, seus gestos, palavras, sorriso e olhar são o conteúdo de cada verso do soneto.

escrevi poemas, idealizei, minha palavra virou pássaro pra te encontrar. Gritava meu desejo, simulava encontros, você não existia, era matéria imaginativa, fumaça onírica.

Você, Jackson, você é. É tudo que de fato quis e quase desisti de acreditar que um dia encontraria. Reflexo não do que quero ser, mas do que preciso, meu yang.

De início te quis, mas não sabia... Suspeitei quando até seu silêncio me encantava. Sabia que não podia mais deixar sua presença por muito tempo, sei agora que nunca mais posso deixá-la, nunca mais!

Com você o tempo pára e não importa mais nada, ponto.


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Para meu amor, meu muso inspirador, que reivindicou sair do anonimato dessas páginas eletrônicas, Jackson Cardoso.

domingo, 16 de setembro de 2012

divã



poetisa fingida
ornando escrita

embeleza o que olha
dissolve na escrita,

cada
palavra
lavra


lavra



lavra

e diz tudo,
diz nada.

diz palavra lavada,
quarada e torcida

o que resta?
é honesta?




.

sexta-feira, 25 de maio de 2012

o laço

no meio do caminho:
destino no mudo,
mudo meu destino

alucino:

letras voando por cima das pautas,
desenhos que deixam os cadernos
para ganhar o formato das nuvens:

sonhadores

a Utopia: não somos ideais
invenção se torna fato
(verdades desenhadas)

a vida onírica...
o sonho real...
o futuro do pretérito
muda no presente

então denovo:
o futuro é mudo,
por isso eu mudo.

sonho é fato.

sexta-feira, 16 de março de 2012

solidão de papel

amanheci com um poema
que diria tudo.

as horas levaram as rimas

memórias levaram
a métrica

o verso se foi
com sua vontade de existir,
pra algum lugar onde
se diz tudo.

aqui não, aqui é cheio
de não-ditos.

e o poema ficou assim:

domingo, 19 de fevereiro de 2012

quarta-feira, 8 de fevereiro de 2012

desenho em traço contínuo

started:
janeiro, março,
durmo perto da janela
pra chuva me molhar
setembro-outubro -dezembro
sublimar!
se tem uma coisa que não quero
é rimar.
deixa o tempo acordar…
relax for to be me (myself)
sai de mim, assim, como o ar:
verso
forever mar
and ever write
sem pensar.

domingo, 1 de janeiro de 2012

electricity

As coisas dizem,
mas elas só falam
com quem as ouve.

às vezes elas gritam
e antigamente eu
até tapava os ouvidos
e dava de ombros

até que elas ficaram mudas

então foram os
bichos que começaram
a me contar sentimentos

tentei não ouvir,
mas era tarde:
as coisas voltaram a falar
e junto aos bichos
todos me contavam
belezas-verdades

até as pessoas (que, antes,
falavam e não diziam),
começaram a falar
diferentes coisas
que suas bocas não diziam.

descobri um mundo paralelo,
descobri a poesia.