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teste de dança

um ogro negro um crustáceo cru um homem nu um homem nu nu... perdi o compasso.

desenho em traço contínuo

started: janeiro, março, durmo perto da janela pra chuva me molhar setembro-outubro -dezembro sublimar! se tem uma coisa que não quero é rimar. deixa o tempo acordar… relax for to be me (myself) sai de mim, assim, como o ar: verso forever mar and ever write sem pensar.

electricity

As coisas dizem, mas elas só falam com quem as ouve. às vezes elas gritam e antigamente eu até tapava os ouvidos e dava de ombros até que elas ficaram mudas então foram os bichos que começaram a me contar sentimentos tentei não ouvir, mas era tarde: as coisas voltaram a falar e junto aos bichos todos me contavam belezas-verdades até as pessoas (que, antes, falavam e não diziam), começaram a falar diferentes coisas que suas bocas não diziam. descobri um mundo paralelo, descobri a poesia.

plena presença

em você - pássaro imóvel em pleno vôo - grito silêncios de "Eu Te Amos" em pontilhados  que saem de meus olhos  até te alcançar. (não paro de gritar) e a boca acompanha o pássaro: imóvel, até os pontilhados virarem gotas salgadas e depois mar. os olhos mudam a boca muda e o pássaro permanece imóvel. ______________________________________________                               pós leitura de Orides Fontela ,                                qualquer semelhança não é mera                                coincidência!

coisas universais - fragmentos

prepare-se! não gosto de você (você é só vc). gosto de nós, a sós. e outra coisa: não sou mística, quase fui. e vc: quase Divino. esse íntimo invadindo o mundo, do quarto (poema de dois lados). duas esquinas  se olham, esperando (sem dizer) o dia da  revolução urbana.

Vincent: poema e filme

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De uma angústia infantil, o espírito mórbido do menino, Vincent Malloy, q sonha em ser Vincent Price, se abranda pela beleza do poema. Vincent é um curta do poema, escrito e dirigido por Tim Burton. Vincent Vincent Malloy is seven years old He’s always polite and does what he’s told For a boy his age, he’s considerate and nice But he wants to be just like Vincent Price He doesn’t mind living with his sister, dog and cats Though he’d rather share a home with spiders and bats There he could reflect on the horrors he’s invented And wander dark hallways, alone and tormented Vincent is nice when his aunt comes to see him But imagines dipping her in wax for his wax museum He likes to experiment on his dog Abercrombie In the hopes of creating a horrible zombie So he and his horrible zombie dog Could go searching for victims in the London fog His thoughts, though, aren’t only of ghoulish crimes He likes to paint and read to pass some of the times While other kids read ...

Um achado: Coletânia de Poetas na Baixada

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Em meio as provas da faculdade, as 300 montagens de coreografias, relatórios, questionários, grupos de pesquisa, papeladas do estágio para assinar em mil vias – uma em cada ponto do planeta, seminários, aulas assassinadas, dentes brigando por espaço, um calor cheirando a enxofre, manter-se alimentada e hidratada, chegou às minhas mãos uma coletânea do Fanzine Desmaio Públiko dos anos 90 de Poetas na Baixada (da Baixada Fluminense), organizada por Moduan Matus – poeta iguaçuano que já tem publicado mais de 17 títulos. Me  surpreendi logo na primeira página, logo em seguida me surpreendi por ficar surpresa, talvez pela descoberta de um certo preconceito que me foi injetado – e que estou me tornando imune. Preconceito esse que me fazia não esperar que os poetas da região não corresponderiam às minhas exigências de leitora – bem pretenciosas, por sinal. Mesmo sem chegar a um conceito, as duas primeiras páginas já desmistificaram o preconceito. Vi  na poesia de Eud Pestana, um...