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"área de risco"

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da revista errática (print de) um dos três poemas de Carlos Ávila: até perder os sentidos até perder.

ufologia

de tanto olhar pro mistério é absorvido pelo encanto canto canto ovni que antes, do alto, reluz um mistério, que agora o seduz, abduz. e o outro sem medo se entrega (sem regra, não nega) observa pra entender e passa a pertencer se rende.

Intitulável

  Difícil descrever você, você que é a tradução do que eu sinto. Soneto do meu amor pra vida toda. Seu corpo é a métrica do poema, seus gestos, palavras, sorriso e olhar são o conteúdo de cada verso do soneto. escrevi poemas, idealizei, minha palavra virou pássaro pra te encontrar. Gritava meu desejo, simulava encontros, você não existia, era matéria imaginativa, fumaça onírica. Você, Jackson, você é. É tudo que de fato quis e quase desisti de acreditar que um dia encontraria. Reflexo não do que quero ser, mas do que preciso, meu yang. De início te quis, mas não sabia... Suspeitei quando até seu silêncio me encantava. Sabia que não podia mais deixar sua presença por muito tempo, sei agora que nunca mais posso deixá-la, nunca mais! Com você o tempo pára e não importa mais nada, ponto. _____________________________________________ Para meu amor, meu muso inspirador, que reivindicou sair do anonimato dessas páginas eletrônicas, Jackson Cardoso.

divã

poetisa fingida ornando escrita embeleza o que olha dissolve na escrita, cada palavra lavra lavra lavra e diz tudo, diz nada. diz palavra lavada, quarada e torcida o que resta? é honesta? .

o laço

no meio do caminho: destino no mudo, mudo meu destino alucino: letras voando por cima das pautas, desenhos que deixam os cadernos para ganhar o formato das nuvens: sonhadores a Utopia: não somos ideais invenção se torna fato (verdades desenhadas) a vida onírica... o sonho real... o futuro do pretérito muda no presente então denovo: o futuro é mudo, por isso eu mudo. sonho é fato.

solidão de papel

amanheci com um poema que diria tudo. as horas levaram as rimas memórias levaram a métrica o verso se foi com sua vontade de existir, pra algum lugar onde se diz tudo. aqui não, aqui é cheio de não-ditos. e o poema ficou assim:

teste de dança

um ogro negro um crustáceo cru um homem nu um homem nu nu... perdi o compasso.